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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Como está o mercado do café ? (How's the coffee market?)



Os futuros de café arábica devem se desvalorizar ao longo de 2012, pressionados pela expectativa de uma grande safra no Brasil, maior produtor mundial, e pela perspectiva de redução do consumo nas economias emergentes.

Embora o preço do café arábica tenha subido recentemente, vemos as cotações do café com tendência de baixa neste ano, principalmente por causa da safra do Brasil. Na safra 2012/13, que começa a ser colhida no segundo trimestre, o Brasil deve produzir acima de 50 milhões de sacas de 60 quilos.

Estima se que os preços do café arábica vão cair a 170 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York até o quarto trimestre deste ano. Neste primeiro trimestre, devem ficar, em média, em 225 centavos de dólar por libra-peso.

Quanto à demanda o crescimento do consumo deve desacelerar para 1,3% em 2011/12, de 2,8% em 2010/11. O recuo é puxado por questões macroeconômicas e liderado pelos emergentes. Essas economias, argumentou, são particularmente sensíveis ao aumento de preços.



Em meio ao recrudescimento das preocupações com a crise econômica global, as commodities agrícolas acentuaram seu ritmo de queda e atingiram novas mínimas nas bolsas americanas.

Em Chicago, o milho sofreu o maior tombo em quase um ano. Em Nova York, o açúcar atingiu mínimas em três meses. O cacau despencou ao menor nível em mais de um ano, e o café praticamente zerou os ganhos que tinha em 2011.

Todos os mercados foram castigados pelo surto de aversão ao risco, exacerbado pela decepção dos investidores com as medidas anunciadas pelo Fed e pelo impasse criado pela Grécia na União Europeia. Investidores liquidaram posições em ativos sensíveis ao crescimento econômico, como é o caso das commodities, e buscaram segurança no dólar, que voltou a se fortalecer - o índice dólar, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de divisas importantes, subiu 1,41%.



Apesar da corrida contra as commodities, investidores veem limites para a uma queda mais sustentada. Os sinais de desaceleração da demanda ainda são insuficientes para eliminar os riscos de alta nas cotações do petróleo, dos grãos e de alguns metais industriais. As dificuldades no lado da oferta devem manter os mercados voláteis e sensíveis a políticas de estímulo ao crescimento econômico, tornando ainda mais difícil se encontrar o equilíbrio adequado entre crescimento e inflação.

Uma eventual queda na demanda global por matérias-primas precisa ser enxergada à luz do desempenho "excepcional" dos últimos 12 meses. Se a demanda começar a se retrair, será a partir de níveis extremamente elevados.

Arabica coffee futures are expected to devalue throughout 2012, pressured by the expectation of a large crop in Brazil, the world's largest producer, and by the prospect of reducing consumption in emerging economies.

Although the price of Arabica coffee has risen recently, we see the prices of coffee with downtrend this year, mainly because of Brazil's harvest. In 2012/13 harvest, which begins to be taken in the second quarter, Brazil is expected to produce over 50 million bags of 60 kilos.

Estimated prices for Arabica coffee will fall to 170 cents per pound weight on the New York Stock Exchange until the fourth quarter of this year. In this first quarter, shall be, on average, in 225 cents per pound weight.



As the demand consumption growth should slow down to 1.3% in 2011/12, of 2.8% in 2010/11. The recoil is pulled by macroeconomic issues and led by emerging economies. These savings, argued, are particularly sensitive to the price increase.

Amid the rise of the global economic crisis concerns, the agricultural commodities drop his pace and accentuated reached new lows in the stock exchanges.

In Chicago, it suffered the largest corn tumble in almost a year. In New York, the minimum reached sugar in three months. Cocoa plummeted to the lowest level in more than a year, and practically has zeroed the earnings that had in 2011.




All markets were punished by the outbreak of risk aversion, exacerbated by investor disappointment with the measures announced by the Fed and the impasse created by Greece in the European Union. Investors liquidated positions in assets susceptible to economic growth, as in the case of commodities, and sought safety in the dollar, which restrengthened -the dollar index, which measures the greenback's performance against a basket of major currencies, rose 1.41%.

Despite the race against commodities, investors see limits to fall more sustained. The signs of a slowdown in demand are still insufficient to eliminate the risk of high oil quotations, the beans and some industrial metals. The difficulties in the supply side should keep markets volatile and sensitive to stimulus policies to economic growth, making it even more difficult to find the right balance between growth and inflation.

It’s a possible fall in global demand for raw materials need to be looked in the light of "exceptional" performance of the past 12 months. If it demand begins to collapse, will be from extremely high levels.

(Fonte: Valor Econômico)


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