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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ser ou não ser. Da ecogastronomia ? (To be or not to be. Ecogastronomy?)



A ecogastronomia é um movimento que surgiu para disseminar a idéia da gastronomia sustentável com o objetivo de diminuir o impacto sócio-ambiental da grande indústria de produção de alimentos e do consumo inconseqüente sobre o meio ambiente.

A Indústria de alimentação é uma das mais impactantes ao meio ambiente entre aquelas relacionadas ao consumo doméstico. Além disso, dos 25 produtos que mais demandam emissões de gases GHG para serem feitos, mais da metade deles está relacionada a alimentos. A indústria alimentícia está relacionada às mídias que determina “muito do que comemos”. Apesar disso, “o consumo tem se tornado um campo de luta política, de ações afirmativas e, portanto, um campo de possíveis contestações e dissidências em relação às políticas da indústria do alimento e das mídias que trabalham para vender esses produtos”.

O marketing das empresas alimentícias foca sua comunicação nas qualidades intangíveis dos alimentos e escondem do público as qualidades tangíveis dos produtos que fabricam. Por exemplo, as empresas de sorvete no Brasil enfatizam em sua comunicação sol, verão, férias, prazer e alegria estas características são intangíveis do produto, mas nenhuma empresa comunica os efeitos tangíveis à saúde do consumidor do consumo exagerado ou constante do produto e que substancias estão de fato presente na produção deste produto.


No Brasil, a partir do segundo semestre de 2006, as empresas foram obrigadas a declarar a quantidade de gordura trans no rótulo, de acordo com a resolução da Anvisa (RDC 360/2003). Poucos produtos já foram reformulados a fim de eliminar essa gordura de sua composição.

Apesar da resolução que obriga os fabricantes de alimentos industrializados a declarar a quantidade de gordura trans em seus produtos, as indústrias usam uma brecha técnica para continuar a vender produtos com gordura trans e ao mesmo tempo utilizar selos e "splashes" em suas embalagens declarando-os com "0% de gordura trans". É comum você ver estampada a alegação "Não contém...", "Livre de...", "Zero % de...", "Isento de..." ou similar. Isso porque descobriu-se que a gordura trans e inimiga da boa saúde. Isso permite que o próprio fabricante arbitrariamente escolha qual o tamanho de 1 porção de seu produto que fique abaixo de 0,2g.

Um fabricante de alimentos, por exemplo, pode imprimir em sua tabela nutricional que os valores de 1 porção equivalem a 1/2 do produto, e assim induzir o consumidor a acreditar que esse produto não contém nenhuma gordura trans.


Uma maneira segura de comprovar a adição de gordura trans é a leitura da lista de ingredientes do alimento. Se contiver gordura vegetal hidrogenada, ou gordura vegetal, certamente contém gordura trans.

A Anvisa não exige mais (2008) que os fabricantes grafem gordura vegetal hidrogenada por extenso nas embalagens, permitindo que ela seja indicada apenas como gordura vegetal.

Atualmente (2007) alguns fabricantes estão substituindo a gordura hidrogenada pela gordura interesterificada. Estudos preliminares mostram que esta pode ser mais danosa à saúde do que a gordura hidrogenada.

Através das práticas de ecogastronomia podemos colaborar com o crescimento da cultura do nosso entorno valorizando o comércio justo com os pequenos produtores locais, promovendo não só o surgimento de novas matérias primas, mas o aquecimento da economia local, gerando emprego e renda nas pequenas comunidades, além de valorizarmos o sabor dos pratos com alimento frescos e saudáveis. A separação do descarte para reciclagem é um dos pontos mais comentados hoje em dia e que poucas pessoas e órgãos públicos se preocupam em concretizar.


The ecogastronomy is a movement that arose to disseminate the idea of sustainable cuisine with the goal of reducing the impact of socio-environmental industry large food production and consumption inconsequential on the environment.

The Food Industry is one of the most impactful on the environment between those related to household consumption. In addition, of 25 products require more GHG emissions to be made, more than half of them are related to food. The food industry is related to the media that determines "much of what we eat". Despite this, "consumption has become a field of political struggle, of affirmative action and, therefore, a field of possible disputes and dissent on policies in respect of the food industry and the media working to sell these products".

Food companies marketing focuses its communication on the intangible qualities of food and hide from the public the tangible qualities of the products they manufacture. For example, ice cream companies in Brazil emphasize in your communication Sun, summer, holidays, pleasure and joy these intangible characteristics are product, but no company communicates the tangible effects to the health of the consumer of overconsumption or constant of the product and that substances are in fact present in the production of this product.


In Brazil, from the second half of 2006, the companies were obliged to declare the amount of trans fat on the label, according to the resolution of Anvisa (DRC 360/2003). Few products have been reformulated in order to eliminate this fat composition.

Despite the resolution which obliges industrialized food manufacturers to declare the amount of trans fat in their products, industries use a technical loophole to continue to sell products with trans fat and at the same time using stamps and "splashes" on their packaging declaring them "with 0% trans fat". It is common you see printed the claim "contains no ...", "Encyclopedia of ...", "Zero percent ...", "free from ..." or similar. This is because it was discovered that the trans fat and enemy of good health. This allows the manufacturer himself arbitrarily choose what size of 1 portion of your product that stays below 0, 2 g.

A food manufacturer, for example, you can print on your nutritional table 1 values are equal to 1/2 portion of the product, and thus mislead the consumer to believe that this product contains no trans fat.

A safe way to verify the addition of trans fat is the reading of the list of food ingredients. If it contains hydrogenated vegetable fat, or vegetable fat, certainly contains trans fat.

The Anvisa doesn’t require more (2008) that manufacturers graphed hydrogenated vegetable fat long on packages, allowing it to be indicated only as vegetable fat.

Currently (2007) some manufacturers are replacing the interesterified fat hydrogenated. Preliminary studies show that this can be more damaging to health than Hydrogenated fat.

Through the practice of ecogastronomy we can collaborate with the growth of the culture of our surroundings enhancing the trade fair with the small local producers, promoting not only the emergence of new raw materials, but the heating of the local economy, generating employment and income in small communities, in addition to value the taste of the dishes with fresh and healthy food. The separation of disposition for recycling is one of the most discussed today and that few people and public bodies concerned with reality.


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