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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Antropofágia


O Manifesto Antropófago (ou Manifesto Antropofágico) foi um Manifesto Literário escrito por Oswald de Andrade, principal agitador cultural do início do Modernismo brasileiro, o qual fundamentou a Antropofagia. Lido em 1928 para seus amigos na casa de Mário de Andrade, foi publicado na Revista de Antropofagia, a qual Oswald ajudou a fundar com Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machado.
Redigido em prosa poética à moda de Uma Estação no Inferno de Rimbaud, o Manifesto Antropófago possui um teor mais político que o anterior manifesto de Oswald, o da Poesia Pau-Brasil, que pregava a criação de uma poesia brasileira de exportação. Esteticamente, o segundo manifesto de Oswald, basicamente, reafirma os valores daquele, apregoando o uso de uma "língua literária" "não-catequizada".
Ideologicamente, se alinha ainda com aquele, porém busca uma maior explicitação da aproximação de suas idéias com as de Breton (e, portanto, Marx, Freud) e Rosseau).
Apregoando ainda o primitivismo da geração do Modernismo Brasileiro de 1922, aprofundando a consciência daquele primeiro modernismo, Oswald afirma no seu manifesto que "só a antropofagia nos une", propondo "deglutir" o legado cultural europeu e "digeri-lo" sob a forma de uma arte tipicamente brasileira.
Na idade madura, Oswald buscou fundamentação filosófica para as teorias expostas no manifesto da Antropofagia, ligando-a a Nietzsche, Engels, Bachofen, Briffault e a outros autores, tendo escrito mesmo teses a respeito do assunto, como em Decadência da Filosofia Messiânica, incluído em A Utopia Antropofágica e outras utopias, lançado, como toda sua obra, pela editora Globo a partir dos anos de 1980.

The Manifesto Antropófago (Anthropophagic Manifesto) was a Literary Manifesto written by Oswald de Andrade, main cultural agitator from the beginning of the Brazilian Modernism which substantiates Anthropophagy.  Read in 1928 to his friends in the House of Mário de Andrade, was published in the Revista de Antropofagia, whom Oswald helped found with Raul Bopp and Antônio de Alcântara Machado.
Poetic prose written in the fashion of A Season in hell by Rimbaud, the Manifesto Antropófago has a more political than the previous Oswald, the “Manifesto da Poesia Pau-Brazil”, who preached the creation of a Brazilian poetry. Aesthetically, the second manifesto of Oswald basically reaffirms the values that, Preaching the use of a "literary language" non-catequizada ".
Ideologically, aligns with that, but seeks greater clarification of his ideas with those of Breton (and therefore Marx, Freud) and Rousseau).
Preaching  yet the primitivism of the generation of Brazilian Modernism, 1922, deepening the consciousness of that first modernism, Oswald stated in its manifesto that "only the Anthropophagy unites us," proposing "swallowing" the cultural legacy and "Digest" in the form of an art typically Brazilian.
At the ripe old age, Oswald sought philosophical basis for the theories outlined in the manifesto of Anthropophagy, linking it to Bachofen, Engels, Nietzsche, Briffault and other authors, having written the same thesis regarding the subject, as in Messianic, Decay of philosophy included in Anthropophagic Utopia and other utopias.



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